Agentes da Vigilância Sanitária responsáveis pela fiscalização de bares e casas noturnas de São Paulo poderão atuar à paisana. Para representantes do governo, os uniformes e carros alertavam e chamavam a atenção de clientes e donos de estabelecimentos. A decisão ficará por conta dos supervisores da fiscalização de acordo com a área a ser monitorada. Para condomínios e empresas o uso do uniforme prevalece. Diante de tanta polêmica e mudança repentina de postura por parte das autoridades, que ora concedem liminares, ora criam novas estratégias para combater o tabagismo, perguntamos ao Dr. Hélio Antwarg, médico do trabalho e membro da equipe de Qualidade de Vida da Victory Consulting qual é a sua percepção diante do assunto, principalmente no que se refere ao ambiente de trabalho. Confira:

1) Quais benefícios você prevê com a implantação da lei? Acha a decisão muito rígida?
A lei será muito benéfica aos fumantes passivos. Sou totalmente a favor da lei neste mesmo modelo. Creio que necessitará ser aperfeiçoada no que se refere às áreas externas, que em alguns casos geram dúvidas.

2) Como os funcionários podem se adaptar à nova lei?
Acredito que os fumantes que desejam fumar só poderão fazê-lo na rua – local público e aberto, afinal, os fumódromos estão proibidos. O fumante seria menos prejudicado se no caso de empresas as mesmas permitirem que o funcionário procure a rua para fumar.

3) Você acha que a nova lei irá contribuir de alguma forma para o desestímulo à pratica tabagista?
Acredito que a implantação da lei ajudará os fumantes “não” dependentes, que com certeza farão uso de menos cigarros, principalmente nos momentos de lazer. Aos dependentes o ideal é ajuda especializada.

4) Você acredita que ter funcionários fumantes gera prejuízo para as empresas? Se sim, por quê?
Acredito sim. O fumante é menos produtivo pelo simples fato da necessidade de ausentar-se para fumar e por correr mais risco de contrair doenças e se ausentar.

5) Quais são as consequências do tabagismo para o fumante passivo? De que maneira ele é prejudicado?
O fumante passivo inala a fumaça da ponta do cigarro – a ponta que queima. Esta fumaça apresenta partículas menores que a fumaça do filtro, o que quer dizer que fumaça da ponta atinge mais profundamente os pulmões.

Fonte: Redação Victory

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