Empresa especializada pretende separar mentiras e verdades dos currículos

Empresa especializada pretende separar mentiras e verdades dos currículos

Uma nova empresa pretende separar o que é mentira e o que é verdade entre o que os candidatos escrevem para conseguir emprego. A Currículo Autêntico vai trabalhar empresas que querem conferir as informações fornecidas pelos interessados em suas vagas.

A importância da checagem das informações ganhou repercussão esta semana depois que o presidente do Yahoo, Scott Thompson, pediu desculpas publicamente após ter sido acusado de acrescentar um curso de Ciências da Computação em seu currículo. O executivo, na verdade, se formou apenas em Ciências Contábeis. A fraude, descoberta por um dos acionistas da empresa, veio à tona em um momento em que a empresa enfrenta dificuldades financeiras.

A certificação de currículos é uma forma de a empresa que contrata pessoal mitigar riscos. As companhias poderão comprar créditos para que os candidatos selecionados apresentem-se a uma auditoria de informações prestadas. A Currículo Autêntico terá analistas de Recursos Humanos que vão ligar para as instituições e para as referências listadas pelo profissional para confirmar informações. Os candidatos poderão certificar seus currículos preventivamente. O selo de autenticidade custará R$ 99, com validade de um ano.

Divergência. Entre especialistas em recursos humanos, a necessidade de um atestado de veracidade para as informações prestadas por candidatos é divergente.

“Acho que é mais uma questão de conveniência, já que hoje é relativamente fácil checar os antecedentes de alguém, até na internet, onde quase tudo virou público”, afirma a sócia-presidente da consultoria Mariaca, Patricia Epperlein. Para ela, esse tipo de investigação é necessária somente para cargos técnicos uma vez que o risco de um alto executivo mentir no currículo é menor, considerando-se o efeito negativo que essa atitude pode ter na reputação do profissional no mercado.

Mas checar todos os aspectos da vida de um alto executivo é importante também, de acordo com o vice-presidente executivo da Monster para a América Latina, Rob Brouwer. “Hoje, as grandes empresas brasileiras e as multinacionais estão preocupadas em investigar todos os aspectos da vida dos futuros executivos. Elas precisam saber de tudo, até das infrações de trânsito cometidas 20 anos atrás”, diz Brouwer.

A empresa deve estar ciente de todas as informações a respeito do executivo que contrata para se preparar e ter como agir se alguma informação vazar e prejudicar a imagem do executivo.

Mas haveria um conflito de interesses se uma empresa especializada na seleção de profissionais entrasse nesse segmento, comenta Brouwer. Ele considera desnecessário analisar as informações de um grande número de currículos. “Acho que isso se aplica aos dois candidatos finalistas de um processo seletivo. Não dá para checar todos os currículos que chegam.”

* Estadão

1 Comentário »

  1. avatar
    Emanuela Cruz Fernandes Says:
    maio 16th, 2012 at 17:21
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    Considero que é muito díficil verificar todo o conteúdo de um currículo, determinadas práticas só são vistas no cotidiano, então se uma pessoa mente ppor exempolo, que tem uma determinada formação em informática, na prática quando lhe for solicitado algo que seja “comum” de sua prática laborativa com toda certeza essa mentira irá aparecer. Como dizia minha avó “mentira tem perna curta”.

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