Enquanto no Brasil especialistas garantem que beleza e boa aparência abram as portas no mercado de trabalho, estudo realizado por dois pesquisadores israelenses chegou à conclusão que mulheres atraentes que incluem fotos no currículo tem menos chances de serem selecionadas.

Os especialistas em economia comportamental Zeev Shtudiner e Bradleu Ruffle identificaram que a inveja é o principal motivo da rejeição. O fato de que a maioria dos profissionais que atuam na seleção de candidatos é do sexo feminino, talvez explique a situação. No estudo israelense, em 93% dos casos, a triagem dos profissionais era feita por mulheres, que costumam deixar os currículos de candidatas atraentes na gaveta.

Shtudiner e RUffle selecionaram 2.656 vagas de emprego e enviaram, para cada uma delas, dois currículos praticamente idênticos, sendo um com foto e outro sem. Currículos de mulheres com a aparência comum receberam duas vezes mais convites para entrevistas do que o de mulheres consideradas atraentes.

Já por aqui, em terras brasileiras, a beleza é um diferencial vantajoso não só na hora da contratação, como também para promoções e avaliações internas nas empresas.

“No Brasil, por uma questão cultural, reconhece-se a beleza e a estética de uma foram geral”, disse ao jornal “Folha de São Paulo” Sofia Esteves, presidente da DMRH/Cia de Talentos, empresa de seleção de profissional. Sofia explica, ainda, que áreas como marketing e atendimento a clientes levam muito mais em consideração a apresentação pessoal e beleza do que as demais áreas.

Homens

Quando o profissional a ser contratado é do sexo masculino, ser atraente passa a valer positivamente.

Durante o estudo do economista israelense, foi feita uma sondagem telefônica com 51 empresas que confirmou que os homens de boa aparência levam vantagem no processo de seleção.

“A percepção é diferente entre os sexos. Os homens bem apessoados são valorizados, pois incluir fotos indicaria autoconfiança”, disse Ruffle.

Seguir o modelo de contratação no setor publica da Bélgica, talvez fosse a maneira mais justa de selecionar um profissional. No país europeu, os currículos não incluem características pessoais e nem mesmo o nome dos candidatos. Mesclar homens e mulheres entre os selecionadores é outra solução.

* Jornal Destak

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