RH como carreira

RH como carreira

Se perguntar para qualquer pessoa o que ela imagina do departamento de Recursos Humanos provavelmente a resposta será uma destas: “é uma área engessada” “não é dinâmico” “é só contratos, muito burocrático” “um trabalho sem desafios”. Talvez, por isso, a área de RH não é vista como uma carreira atrativa, o que remete a uma pergunta: Como as pessoas vão parar nessa profissão?

Para responder essa questão, o CONARH ABRH 2012 – 38º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas convidou uma jovem executiva do setor de Recursos Humanos, Carolina Duque, que trilhou – e continua trilhando – com sucesso a carreira de RH.

“A maioria começa em outra área, como eu”, afirma Carolina, que estudou psicologia e começou a construir sua carreira em um programa de trainee da Ford. Aos 29 anos, traz em seu currículo uma quebra de paradigma com atuação em cargos altos em companhias como Ford, TAM e Embraer.

A imagem do profissional dessa área começou a ser mudada com a guinada de jovens gestores, como Carolina. Quando se fala em RH logo vem à cabeça a figura de uma pessoa mais velha. “Não é um setor para fazer carreira rápida, talvez por isso seja difícil enxergar essa quebra de paradigma, também por parte das empresas”, comenta. Então, o que fazer para atrair os jovens para o Recursos Humanos? A executiva enumera dois pontos: 1º – Mudança para um perfil mais ativo; É uma área que precisar buscar dinamismo; e 2º – Inovação em tecnologia, finanças e marketing.

Criatividade dentro do RH

Fala-se muito em plano estratégico de marketing e de outras áreas, mas não do RH. E esse é o ponto que deve chamar a atenção dos profissionais para a inovação. “O RH tem que olhar o mercado, o que está se fazendo e, a partir daí, montar um plano estratégico. Tudo que sai do departamento tem que ser atraente tanto na linguagem quanto na imagem e em qualquer comunicação que se faça com o funcionário”, destaca.

Provocar uma mudança não é tarefa fácil e talvez o profissional não tem uma oportunidade clara para fazer isso dentro da empresa. Diante disso, Carolina reconhece que muitas vezes o departamento fica ‘amarrado’ e não consegue ir adiante com inovação. Para mostrar como isso é importante dentro da companhia e provar por “A+B”, o profissional também precisa modificar o seu compartamento e levar esse processo de valorização da área.

Para um RH atraente, deve-se:

– pensar na cultura da empresa;

– ter planejamento estratégico como as demais áreas da companhia;

– tem que estar antenado às informações do mundo; não ser alienado;

– ter percepção da mudança nas culturas;

– não só pensar nos processos de RH; pensar no seu papel além do burocrático;

– importante entender a área de finanças da empresa.

“Difícil encontrar uma história de alguém que escolheu seguir a carreira de RH” – Carolina Duque.

Você conhece alguém que, entre todas as profissões, escolheu cursar RH? Conte para nós.

Fonte: Blog da Saúde

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