Mario Sergio Cortella, filósofo, mestre e doutor em educação, professor titular atuante há mais de trinta anos pela PUC-SP, palestrou sobre as competências essenciais na arte de liderar, destacando as principais características que os grandes gestores precisam ter frente ao cenário econômico desafiador que o País vive.

O professor deu dicas para empresários do setor superaram as instabilidades que o Brasil passa neste momento. “Nosso País vive um momento febril. Como a grande maioria de todas as patologias humanas, para que haja a cura, é preciso que o motivo da febre seja identificado. Precisamos enfrentar as doenças para encontrarmos a cura”.

Segundo Cortella, são nestes momentos desafiadores que vemos quem é competente ou não. Nessas horas que os bons líderes devem separar os médios dos melhores para potencializar a equipe de funcionários. “Oportunidade significa saber aproveitar os ventos favoráveis e encontrar novas saídas. Significa unir as forças de quem está disposto a usá-las. A sorte segue a coragem daqueles que enfrentam seus medos e sabem aproveitar todos os momentos”.

Cortella explicou que verdadeiros empreendedores são aqueles que desfrutam de todas as oportunidades com audácia, traçando estratégias e estudando as medidas necessárias. Outro ponto abordado durante o debate pelo filósofo foi o medo. “Ter medo é essencial para que o líder seja cauteloso. O medo coloca as pessoas para agir e pensar em soluções. Mas, é preciso lembrar que medo e pânico são coisas diferentes. Pânico é a incapacidade da ação medo o estado de alerta”.

Neste cenário desafiador, o que também distingue os bons líderes é a característica daqueles que aproveitam o atual momento para realizarem grandes mudanças. “Coragem não significa ausência de medo, mas capacidade e vontade de enfrentá-lo”. Outras duas importantes qualidades de uma boa liderança são a paciência e insatisfação positiva. “Paciência é um princípio básico e necessário para os bons gestores. Saber a hora certa de agir é fundamental para a tomada correta de decisões. Paciência não é sinônimo de lerdeza, mas de sabedoria. A insatisfação positiva é a qualidade de sempre querer mais e melhor não a qualquer custo e não só para si, mas para todos. Líder é aquele que quando cresce, os outros crescem também”.

Outro ponto importante do debate foi a discussão sobre a excelência – a capacidade de buscar ultrapassar limites. Cortella argumentou “a grande maioria das pessoas acomoda-se com suas obrigações, achando que fazê-las significa atingir o limite de uma ação bem feita. Pelo contrário, devemos ter a obrigação como ponto de partida, não de chegada. Alimentar a síndrome ‘vou fazer o possível’ é estagnar-se. Precisamos sempre pensar que daremos o nosso melhor em tudo que fizermos. Tenham como princípio fundamental: faça o seu melhor dentro de todas as condições e incline-se sempre a lutar para que elas melhorem”.

Para Cortella, as cinco características fundamentais para a o desenvolvimento de uma liderança eficiente são: manter a mente aberta a aprender novas coisas; elevar as equipes lideradas para fazer com que todos os colaboradores andem juntos em prol de um mesmo objetivo; inovar a obra, isto é, evitar as certezas, buscar pela inovação e atualização constante, recusando o enferrujamento das práticas; recrear o espírito, assumindo os compromissos da liderança com alegria, comemorando as grandes conquistas e trazendo o prazer para o espaço de atividades. Por último, empreender o futuro, fazendo presente as possíveis oportunidades e direcionando-se à capacidade de agir e solucionar, nutrindo a esperança do verbo esperançar e não esperar acontecer.

Fonte: Administradores

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