Só comece vibrante se você tiver mais munição

Só comece vibrante se você tiver mais munição

Apresentações são formatos usuais de vender ideias. Podem ser projetos, processos, produtos, serviços e até mesmo podem ser ponto de partida para provocar reflexão e alcançar algum tipo de visão compartilhada.

PowerPoint, o recurso que muita gente gosta de malhar e Prezi, o recurso que se autoindica para apresentações não lineares, são algumas das ferramentas disponíveis, mas não esgotam os modelos nem dispensam uma infinidade de complementos que dão mais dinamismo e efetividade ao processo de apresentar conteúdos.

Som, vídeo e imagens variadas podem ser as estrelas desse processo, mas um apresentador preparado, carismático e empático pode fazer toda diferença, mesmo ausentes as nuances de show.

O improviso quase sempre é fatal.

Participei recentemente de uma apresentação em que o palestrante começou vibrante e quase espetaculoso. Chamou e prendeu atenção, deve ter deixado todo mundo na expectativa do que viria em seguida, como foi o meu caso, e depois a coisa foi se arrastando até o final, com picos menores e vales nem tão profundos.

Lembrei-me de uma frase atribuída a Sam Peckinpah, diretor, produtor e roteirista do passado em Hollywood: começo meus filmes explodindo dinamite e então vou aumentando a ação até o clímax final. Genial, mas precisa de talento, argumento, ritmo e criatividade.

Esses quatro aspectos são pontos chave nas apresentações em geral. Nas apresentações de vendas são a mensagem inteira, todo o resto é apenas cenário.

Talento, nas palavras da autora Maria Adelaide Amaral, é repertório. Talento é construído com estudo, aprendizado, prática, tudo diário, tudo com finalidade e feedback regular.

Vendedores e vendedoras só aprendemos em situação real, isto é, quando sabemos porquê vendemos ou porquê deixamos de fechar determinado negócio. Esse é o feedback relevante, casuístico e situacional.

Argumento é a história que precisamos contar. É dever de casa, feito previamente para a finalidade específica. História sem conteúdo morre no segundo parágrafo, se chegar nele.

Ritmo é a parte de maestria. Usar a argumentação com fluidez e interesse, ora informando, ora interagindo, ora provocando, ora validando. Um momento nenhum, professoral nem dono da verdade.

Criatividade é o molho. Então, seja generoso e sirva uma concha cheia em saborosa em suas apresentações.

Mas só comece explodindo dinamite se tiver mais munição.

Fonte: Exame

Nenhum Comentário »

No comments yet.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URL

Leave a comment