Para Forbes, Wall Street já superou crise política: “Brasil começa a se parecer com S&P em 2009”

Para Forbes, Wall Street já superou crise política: “Brasil começa a se parecer com S&P em 2009”

Depois de avaliar que o Brasil já saiu do fundo do poço, a revista Forbes trouxe no último final de semana uma reportagem em que destaca que Wall Street está ansioso pelo dia em que o País mudará o seu rumo. Para os investidores estrangeiros, isso já ocorrerá em 2017: “as rodas estão em movimento”, afirma.

Para a reportagem, o mercado financeiro em Wall Street já superou a crise política no País, levando a maiores chances de recuperação da atração do país a investidores estrangeiros. “O que está claro é que os investidores dos EUA superaram a crise política, mas não desconsideram totalmente a possibilidade de retorno da presidente afastada, Dilma Rousseff”, destaca a Forbes. Porém, isso não significa que o mercado esteja esperando milagres do governo Michel Temer, caso ele seja confirmado no cargo. 

A Forbes ressalta que a  mudança de ânimo começou com a abertura do processo de impeachment, em dezembro de 2015. “Este primeiro tiro foi disparado em dezembro. O próximo será em agosto”. 

E, desde fevereiro começou a aumentar o interesse pelo mercado brasileiro, que começa a ganhar força novamente no exterior.  “O Brasil perdeu o grau de investimento no ano passado. Mas se o quadro fiscal melhorar, e a dívida pública parecer administrável, o Brasil vai voltar com força”, destaca.  A Forbes reforça que os investidores institucionais estiveram mais cautelosos com relação ao rali registrado desde fevereiro; porém, se tudo for resolvido no próximo mês, “o Brasil pode voltar para o jogo”.

De repente o Brasil começa a se parecer com o S&P 500 em 2009″, avalia a Forbes. No começo daquele ano, o índice sofreu um forte revés por conta da crise do subprime, atingindo a mínima de treze anos em março. Contudo, com os programas de estímulo como venda de títulos, entre outras medidas, o índice americano engatou uma alta e fechou o ano com ganhos de cerca de 30% no ano e após um 2008 bastante ruim para o mercado.

“Nós não estamos jogando na defesa no Brasil. Estamos no ataque “, disse Mark Bower, diretor de mercados emergentes da Bienville Capital, uma empresa de investimento em Nova York com US$ 1,2 bilhão em ativos. Ele destaca que não está comprando empresas alavancadas do setor siderúrgico, mas olha para nomes como CCR (CCRO3) e Pão de Açúcar (PCAR4), afirmando que o potencial de valorização dependerá da estabilização das situações econômica e política.

Fonte: Infomoney

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