5 hábitos de um campeão

5 hábitos de um campeão

Os atletas competindo agora no Rio de Janeiro deixam uma importante lição. E nem é preciso praticar esportes para aprendê-la. Os competidores ensinam que, com trabalho duro e determinação, você colherá grandes resultados. Mesmo sem uma medalha de ouro, é possível ser um campeão e estar entre os melhores do mundo.

“Para a maioria das competições de elite, como os Jogos Olímpicos e campeonatos mundiais de atletismo, a entidade responsável publica normas antes das competições”, disse o palestrante motivacional Mike Lipkin, à revista Fast Company. “Se você é selecionado para competir no evento, sabe que está literalmente entre os melhores do mundo”. Segundo Lipkin, “a vida é como uma competição de elite: antes de poder competir, você tem de ser qualificado — só então pode realmente ganhar”.

Todos podem desenvolver a mentalidade de um campeão. Esses são os cinco hábitos deles que vale adotar.

Imagine-se vencendo. O treinamento do nadador Michael Phelps é extremamente intenso. Nele, existe um exercício mental que também ajuda a dar vantagem. Phelps ensaia mentalmente durante duas horas por dia na piscina, de acordo com Bob Bowman, principal treinador da equipe de natação dos EUA. Phelps chega a se imaginar até da perspectiva de um espectador na arquibancada. “Se você pode formar uma imagem mental forte e visualizar-se fazendo aquilo, seu cérebro vai imediatamente encontrar maneiras de chegar lá”, diz Bowman. O ícone nacional Vanderlei Cordeiro de Lima, maratonista que acendeu a pira olímpica este ano, também usava essa técnica.

Sempre procure melhorar. Vitórias passadas não garantem o sucesso no futuro. Campeões sabem disso, então sempre buscam ultrapassar a si mesmo. Medalha de ouro na Copa do Mundo, a jogadora de futebol norte-americana Alex Morgan é um exemplo. “Sinto que estou sempre à procura de continuar melhorando a mim mesmo. Estou sempre à procura de ganhar. Sou supercompetitiva, por isso nos Jogos Olímpicos não vai ser nada diferente.”

Mantenha o foco e a positividade. A medalhista de ouro Rafaela Silva foi alvo de diversas ofensas após perder nos Jogos de Londres — quando poderia ter chegado ao pódio, mas foi desclassificada na primeira luta, justamente diante da húngara que ela eliminou agora nas quartas de final. Nada de ficar para baixo. Em vez disso, postou no Twitter que 2016 estava aí. O ano chegou. Depois de muito trabalho duro, ela superou Sumiya Dorjsuren, da Mongólia, na categoria até 57 kg e garantiu o primeiro ouro do Brasil em casa.

Felipe Wu, que conquistou no sábado a medalha de prata na prova pistola de ar 10 metros — garantindo ao país a sua primeira medalha —, teve de superar o fato de que, como a modalidade vivia praticamente na obscuridade, não recebeu o apoio necessário quando estava começando. Mas manteve o foco. Ele só passou a atrair investimentos no ano passado, depois de ganhar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto e contar que treinava no quintal de casa por falta de um local mais apropriado. Antes da Olimpíada, passou a receber a Bolsa Pódio, do Ministério do Esporte, e a se dedicar exclusivamente ao tiro. Os resultados apareceram.

Faça o que você ama. A jogadora de vôlei americana Kerri Walsh Jennings ganhou três medalhas de ouro olímpicas. Mas o caminho foi cheio de sacrifícios, como ter de passar menos tempo com a família e fazer um programa de exercícios rigoroso, mas ela diz ter prazer de trabalhar tanto. “Eu amo o esporte com todo meu coração, então a motivação vem muito naturalmente”, disse à Sports Illustrated. “Com as coisas que você ama, não precisa de motivação de fora. Isso não significa que é fácil o tempo todo. Estou fazendo isso por uma razão muito clara.”

Aprenda com os erros. Você não conseguirá impedi-los de acontecer sempre, mas a famosa ginasta americana Gabby Douglas mostra que é possível usá-los para avançar. Ela fez história com sua performance durante os Jogos Olímpicos de 2012. Só que neste ano ficou em quarto lugar no campeonato de ginástica dos EUA. Alguns questionam suas habilidades, mas ela diz que os erros a motivam. “Eu tive alguns erros, mas estou seguindo em frente. Para ser honesta, só me motivam ainda mais”, disse à revista People.

A nadadora norte-americana Missy Franklin também gosta de olhar para o fracasso como uma experiência de aprendizagem. Ela ganhou quatro medalhas de ouro durante os Jogos Olímpicos de 2012 com 17 anos, mas lesões nas costas afetaram seu desempenho quando entrou na faculdade. “Você percebe que não é apenas arco-íris e borboletas o tempo todo. Há momentos muito, muito difíceis pelos quais que você tem de passar”, disse à NBC News. Ela olha para pressão e expectativa como apoio de pessoas que querem que ela tenha sucesso.

Fonte: Época Negócios

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