Procrastinação: perigo a vista!

Procrastinação: perigo a vista!

Procrastinação é um hábito primitivo e um problema comportamental. Há, inclusive, estudos que revelam que, essa questão tem relação com a genética de cada pessoa. Desde os primórdios, o homem tinha como sendo o de mais importante saciar as necessidades básicas e instantâneas de sobrevivência. Não havia nenhum sentido fazer planos a médio ou em longo prazo. Hoje nossa realidade é um tanto diferente. Na maioria das vezes, temos catalogados todos os nossos compromissos e já acordamos pensando e torcendo para que consigamos “matar o leão e o urso” de cada dia. Costumo pensar: “a vida é bastante dura, mas é pior ainda pra quem é mole”, e essa ideia pode num primeiro momento instigar a pensarmos sobre o tema da nossa leitura.

A maioria dos indivíduos procrastina sem perceber, quando estão ocupados demais com tarefas pouco importantes, e isso acaba se tornando comum. Uma rotina que gera problemas e barreiras emocionais, pois, se torna um hábito terrível para a pessoa. Aproveita-se pouco do tempo disponível no momento. Tudo fica pra depois!

Reclamamos da falta de tempo, mas a pergunta que podemos nos fazer é: como administramos o nosso? Conseguimos planejar nossos compromissos a ponto de cumprirmos o que estabelecemos como meta no nosso dia? Na nossa semana? Mês, enfim?

Por vezes, adiamos até a hora de ir pra cama. Isso não significa necessariamente que não estamos cansados; Mas, como? Isso mesmo! Somos reféns do nosso próprio poder de escolha. Escolhemos mal e muito provavelmente nos arrependemos e reclamamos no dia seguinte. Isso nos leva a perceber o quão pouco assertivos somos. Na intenção de “não perdermos tempo”, o deixamos evadir passiva e conscientemente, criando adiante, mais um item que fará parte do nosso rol de “antigas desculpas”. Geralmente pessoas que procrastinam, se tornam especialistas em justificativas.

A procrastinação também esta associada ao medo de falhar e por isso adotamos a atitude de adiar decisões importantes, pois, tememos a realidade de falirmos ou até sermos criticados. Em casos extremos, a in¬capacidade de cumprir compromissos no prazo estabelecido leva a pessoa a perder oportunidades de crescimento e a ser taxada de incompetente ou preguiçosa.

Mas há diferenças entre a preguiça e o adiamento. A primeira é a falta de vontade de fazer uma tarefa. Já a procrastinação é um atraso irracional de uma ação pretendida e necessária. Percebe-se que a maioria dos procrastinadores vive culpada, tensa, estressada, ansiosa e com baixa autoestima por não conseguir se programar para fazer as coisas com antecedência, e com isso, imagina que outros fariam mais e melhor se estivessem no seu lugar.

Devemos considerar que na correria diária, todos podemos ser surpreendidos por armadilhas que podem retardar ou até paralisar o ritmo das nossas atividades. Importante pensar que cada pessoa tem um padrão próprio para deixar as coisas para depois. Não há como afirmar categoricamente que alguém está procrastinando, pois há situações em que um procrastinador diz que a inércia é uma escolha racional.

Eventualmente pode ser que surjam pequenos momentos de “preguiça”, mas esse evento não é o estado frequente de quem é comprometido e motivado. Por isso, é importante ficar atento à frequência com que as tarefas estão sendo adiadas, pois a falta de tempo e a vida agitada é uma queixa comum entre as pessoas, seja qual for sua área de atuação. Devemos, porém, estar atentos, pois existem na verdade, “ladrões ou desperdiçadores de tempo” nos rodeando sempre, nos fazendo lembrar que a escassez de tempo pode nos levar a um ciclo de estagnação, podendo gerar um sistema de autossabotagem inviabilizando a tentativa de tornar nosso dia mais produtivo.

O melhor caminho é descobrir qual a maneira mais prática e eficaz de planejar, controlar e realizar as atividades que devemos desenvolver no nosso dia-a-dia. A certeza do dever cumprido nos devolve a grata sensação de realização e paz, e isso, nos prepara para uma vida de satisfação e felicidade. E lógico, isso melhora nossa saúde física e emocional. Pense nisso!

Fonte: RH.com.br

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