Viver: um trabalho contínuo

Viver: um trabalho contínuo

Pense que você seja o principal investimento de sua vida, funcionando assim como uma empresa que necessita obrigatoriamente de manutenção, auditoria e consolidação de capitais. Agora, imagine que sua “empresa” está passando por tempos difíceis e você não sabe como reduzir custos, aumentar a produtividade, melhorar a gestão financeira e ampliar sua progressão (network). Imaginou? Esse artigo foi feito especialmente para você.
Ocorre que tem surgido um programa denominado Extreme Makeover, fruto de uma parceria entre a Editora Globo, Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, Banco Itaú e Microsoft. E, este, se caracteriza por ser um projeto inovador.
Nessa oportunidade quero conceituar tal programa como um projeto inovador por natureza, que traz a ideia de transformação radical de pequenas empresas revirando a base do seu sucesso. A iniciativa desse programa é assinalar, à empresa, como ter uma gestão moderna e eficiente, afinada como o futuro, e claro, com alta lucratividade.
Se você estudou, leu ou mesmo ouviu falar de Administração Científica, deve se lembrar de seus principais expoentes: Henry Ford, Taylor e Fayol. Em detrimento dos demais, Taylor buscou estudar um tipo de gestão em que o trabalhador produzisse mais em menos tempo, sem elevar os custos de produção, para ele, essa era a melhor forma de se caminhar progressivamente em direção ao sucesso profissional, empresarial ou como queira definir.
Ele observou que o sistema de gestão da época (século XX) continha muitos erros, entre eles: o desconhecimento do trabalho dos operários por parte dos administradores, a falta de estandardização dos métodos de trabalho e a configuração de pagamento utilizada nas empresas e, este último, aludido como “compensação, premiação ou recompensa”.
De igual maneira, apesar da grandeza da vida, em geral, o ser humano não cuida carinhosamente dela. É sempre importante inovar, dá um upgrade, fazer um “Extreme Makeover”. Todavia, alguns só procuram mudar seu estilo quando sofrem um revés, a exemplo de uma doença, perda ou acidente. Outros só pesam em equipar sua inteligência quando já estão profissionalmente superados.
Muitos adultos só detectam que são infelizes e ansiosos quando perdem as pessoas que mais amam e apenas reconhecem que são frustrados quando olham para trás e veem seus mais belos sonhos destruídos.
Ao longo dos meus poucos anos de existência, pesquisando e lendo bastante, cheguei a uma convicção: todo ser humano, seja ele rei ou súdito, intelectual ou iletrado, atravessa momentos angustiantes. Somos tão ‘criativos’ que se, não tivermos problemas, nós os “fabricamos”.
Existe um dito muito popular o qual afirma que a pessoa inteligente aprende com os seus erros e a pessoa sábia aprende com os erros dos outros; por isso, (Augusto Cury, 2003) declara que: “Ser empreendedor é executar sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo ânimo. É caminhar por lugares desconhecidos, é tomar atitudes que ninguém tomou, é ter a consciência de si”.
Quantos projetos você deixou para trás? Quantas vezes seus temores bloquearam seus sonhos? Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas apoderar-se dela.
Fazendo um apólogo entre os estudos frisados por Taylor, ao visar definir uma metodologia que deveria ser seguida por todos os trabalhadores, e, o viver nosso de cada dia; pode-se salientar que as vantagens de seus estudos estão centradas na:
• Eliminação do desperdício de esforço e movimentos inúteis;
• Racionalização da seleção e adaptação;
• Facilitação, pelo treinamento, da melhoria da eficiência e do rendimento.
A Organização Racional do Trabalho, e agora digo: da vida _ mencionando o VIVER como a principal FORÇA DE TRABALHO de um ser humano _ visa à eliminação de “movimentos” inúteis, fazendo com que executemos as tarefas de maneira mais simples e rápida, estabelecendo um tempo médio, no intuito de que as atividades sejam feitas em um tempo menor e com qualidade, aumentando a produção de forma eficiente. Principalmente pela:
• Análise do esforço contínuo;
• Estudo dos tempos e movimentos;
• Fragmentação das tarefas;
• Especialização do ‘indivíduo’, enquanto sujeito responsável pela promoção de realizações diversas.
Assim é radicada a alegoria entre os princípios que na opinião de Taylor norteavam a Administração Científica e a eficiência que todo sujeito pode adquirir ao investir em si mesmo.
Os princípios fundamentais da Administração Científica são:
Princípio de planejamento – Substituição de métodos empíricos por procedimentos científicos – sai de cena o improviso e o julgamento individual, o trabalho deve ser planejado e testado, seus movimentos decompostos a fim de reduzir e racionalizar sua execução.
Se aplicarmos esse princípio à existência do ser humano, há de se observar que quanto mais estratificamos os processos, menos difíceis eles se tornam. Você já deve ter ouvido falar de grandes empreendedores que escrevem seus objetivos em post-it’s; fragmentando o seu objetivo maior em metas menores a fim de realizá-las por etapas diárias, semanais, mensais e até anuais e, somente assim, focam em sacrifícios pequenos para atingir objetivos grandiosos. Isso é muito válido!
Princípio de preparo – selecionar os operários de acordo com as suas competências e então prepará-los, treinando-os a produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado para que atinjam a meta estabelecida. Esse item dispensa comentários. Necessário é ter preparo para o enfrentamento das situações que a jornada existencial tende a nos apresentar.
Princípio de controle – controlar o desenvolvimento do trabalho para se certificar de que está sendo realizado de acordo com a metodologia estabelecida e dentro da meta proposta. Cada atividade a ser realizada, não obstante às dificuldades, deve ter propósito, foco, direcionamento, um porque, uma diretiva.
Princípio da execução – distribuir as atribuições e responsabilidades para que o trabalho seja o mais disciplinado possível. É significativo delegar responsabilidades a respeito das escolhas a serem feitas, haja vista que o melhor a se consolidar na História de um ser humano é não se sobrecarregar de muitos compromissos e responsabilidades. E se você bem observar, não é isso que se ver na sociedade hodierna.
Com a aplicação prática destes princípios na vida, conseguiremos atingir objetivos audaciosos e identificar situações importantes para o processo de desenvolvimento, tanto pessoal como profissional. O desenho taylorista de cargos e tarefas mostra que produções simples, padronização e condições, asseguram a eficiência e, também, que não adianta racionalizar o trabalho se continuarmos trabalhando como antes.
Explore o desconhecido. Liberte-se do cárcere de insegurança e saia da zona de conforto dos seus diplomas, status e sucessos antigos. Traga soluções para os problemas e previna erros. Tenha novas atitudes para encantar-se. Se quiser ter sucesso emocional, profissional e social, você precisa ser um empreendedor, precisa dignificar seus esforços, vivendo de modo eficaz e inteligente. Afinal, é uma realidade o que afirmava (Augusto Cury, 2003): “Como empreendedor, você errará diversas vezes, mas esse é o preço da conquista. Não há vitórias sem derrotas e nem pódio sem labuta”.

Fonte: rhportal

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