Mulheres polivalentes e os desafios de carreira

Mulheres polivalentes e os desafios de carreira

Mulheres polivalentes e os desafios de carreira

Na virada do século XIX para o XX foi marcado por movimentos feministas em busca de igualdades, inclusive para que hoje possamos votar. As mulheres conseguiram  muitas transformações sociais, contudo ainda presenciamos situações como salários mais baixos em comparação e número reduzido de melhores em cargos de alto escalão nas organizações.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, se continuarmos neste ritmo, apenas em 2095 conseguiremos ganhar o mesmo salário que um homem na nossa função. Algo que se trata de uma grande contradição se observarmos que as mulheres possuem maior grau de escolaridade (10,7 anos contra 9,17 dos homens) e isso permitiu que as mulheres tenham menos filhos, casem-se mais tarde ou possam optar em não casar, além de possuírem expectativa de vida mais longa.

No Brasil, segundo a SIS 2015 (SÍNTESE DE INDICADORES SOCIAIS: Uma análise das condições de vida da população brasileira) temos 1,4 milhões de mulheres que passaram a chefiar famílias. O que contribui para o aumento de 21,9% da população feminina que trabalha na última década (Fonte: Movimento Mulher 360). Voltamos ao início, onde colocamos os vários papéis sociais da mulher: dona de casa, esposa, mãe e profissional e tudo ao mesmo tempo. Retomando, novos papéis e velhas exigências. Agora precisamos gerenciar nossas carreiras também. Somos mulheres polivalentes!

Carreira

Segundo uma pesquisa efetuada pela consultoria Global Bain & Company, as mulheres tendem a perder a ambição de suas carreiras conforme ganham experiência e uma das conclusões deste estudo foi que o casamento mais maternidade acarretam na perda de fôlego feminino para a vida profissional.

Contudo, observamos que as organizações também não oferecem suporte para que as mulheres cheguem a posições de chefia e liderança. Segundo esta mesma pesquisa, no início da carreira 64% das mulheres acreditam ter apoio da chefia nas suas aspirações profissionais e após dois anos de experiência, apenas 44%. Já os homens em início de carreira são 59% que acreditam no apoio da liderança e após dois anos são 56%.

Faltam modelos femininos no alto escalão das empresas que inspirem as mulheres a superar esta crise de confiança profissional. E para que não tenhamos que sofrer tanto, precisamos focar nas nossas carreiras!

Dicas para o planejamento de carreira

Separe um horário do dia que você produza melhor, o chamado horário nobre. Algumas pessoas conseguem trabalhar melhor pela manhã, outras no silencio da madrugada e você só precisa identificar o seu. Após isto, pegue papel e caneta e faça um mapa mental ou um Brainstorm (chuva de ideias) para definir os seguintes passos:

  1. Objetivos profissionais e formas de alcança-los; Aqui é importante separar o que é pessoal!
  2. Seja objetivo; Assim fica mais fácil de alcançar.
  3. Separe o que depende de você e o que depende de outras pessoas para realizar;
  4. Estabeleça prazos para atingir; Lembre-se: o que não possui data fica perdido no tempo.
  5. Comemore tudo que for conquistado; Um pouco de motivação e alegria nunca é demais!
  6. Revise periodicamente; Ajuste conforme você e seus objetivos forem mudando. Não esqueça de eliminar o que é inalcançável.

Ser mulher significa aprender e ser cobrada desde cedo, infelizmente. Contudo estamos sempre buscando melhorar e superar todas as barreiras, e isso não nos impede de realizar nossas aspirações e atingir os objetivos que desejamos. Aproveito para deixar de dica de leitura o livro “Vencendo os desafios de salto alto” da escritora e consultora de carreira Lynette Lewis.

Fonte: rhportal

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