Sua produtividade é o reflexo da maneira como você leva sua vida

Sua produtividade é o reflexo da maneira como você leva sua vida

Uma vez ouvi algo que nunca mais saiu de dentro de mim: se você quer ser produtiva aprenda a controlar seu tempo, sua vida.

Sei que parece clichê, mas esta frase vai muito além de ter uma agenda organizada dentro do ambiente de trabalho. Na verdade ela atravessa as paredes do escritório. Sua produtividade tem tudo a ver com a maneira como você leva a sua vida. Tem a ver com o que você elege como prioridade e como urgência. Tem a ver com a maneira como você trata os desafios que aparecem no caminho. Tem a ver com o que você cultiva em você.

Tem a ver com a maneira como você se trata.
Saber o que é prioridade e o que é urgência dentre as milhares de tarefas que você acumula, já é metade do caminho para viver a produtividade. Você sabe definir isso? Bom, eu também não sabia e aprendi, ao longo dessa minha pequena, mas grande trajetória.

Urgências são as tarefas com prazos curtos para serem executadas, como um relatório que precisa ser finalizado até amanhã. Prioridades são tarefas que não tem um prazo curto, mas que são de suma importância e que contribuirão para seu crescimento, como aquele curso que acontecerá em breve e você deve se preparar para tal.

Confuso, certo!? Eu também pensei. Mas desde que eu defini a maneira como iria tratar minhas atividades, posso te falar, minha vida mudou.

Não foi fácil. Sou daquelas multitarefas que adora o trabalho, mas também leva a vida de youtuber, blogueira, namorada, filha, amiga, e de Thais (essa ultima quase sempre esquecida). Ufa! Não dava conta de tanta coisa, a exaustão era minha companheira, apesar de eu sempre gostar de ter muitas coisas para fazer, e o que parecia produtivo estava desequilibrando, aos poucos, minha vida. Estava tornando-a improdutiva.

Distribuir essas atividades entre urgências e prioridades, colocá-las no papel, visualizá-las, me fez perceber o quanto eu estava deixando de valorizar coisas que realmente contribuíam para a minha formação interior. O quanto eu estava depositando as energias no profissional, e deixando o pessoal sempre para depois, talvez para o final de semana, ou um feriado qualquer.

O sucesso e a realização são consequências do equilíbrio entre os setores da sua vida.
Foi aí que veio a necessidade de redistribuir tudo, e aprender a necessidade de dizer não. Aprender a priorizar, talvez, a novela, porque aquele era o tempo que eu tinha comigo, ou passar algum tempo a mais no banho, porque era ali que eu me encontrava com a minha criatividade. Isso foi transformador.

Passei a fazer meu café em casa, a ter uma agenda produtiva, a lidar com os imprevistos sem comprometer o resto do dia, a ter tempo para executar as minhas tarefas de blogueira com a qualidade e dedicação que deveria, e ainda encontrei tempo para cuidar de mim e não fazer absolutamente nada. Porém, um dos pontos mais importantes dessa minha nova rotina, foi priorizar a minha noite de sono.

É certo que uma noite ou outra dormimos tarde por conta de algo que nos tomou mais tempo do que deveria, afinal imprevistos acontecem. Mas fazer disso uma constante em nossa rotina pode comprometer toda uma agenda impecável. Isso ocorre devido ao cansaço da mente. Se ela não descansa o tempo que precisa, ela não produzirá o que deveria no dia seguinte.

Então o sono se tornou essencial.
Quando comecei a dar um tempo para minha mente descansar, coisas incríveis aconteceram, e percebi o quanto eu deveria perder esse medo de dizer não! Aprender a incluir essa palavrinha em meu vocabulário foi libertador. Eu acumulava tarefas e mais tarefas, praticamente enlouquecia, dormia pensando na pilha de papéis que estavam em minha mesa, não dormia, tudo por receio de dizer não.

Existem coisas que, sim, precisam ser feitas naquele momento e te obrigam a reorganizar todo seu planejamento e dedicar algumas horas após o seu horário para executá-las. Porém quando você diz sim a tudo que lhe é solicitado você esta comprometendo a qualidade do seu trabalho e correndo risco de não cumprir alguns prazos por conta disso.

Então, aprendi a dizer não.
Mas, nada disso teve sentido se eu não criasse um botão de desligar, de estar ‘off’, dentro da minha mente. Eu sempre fui muito preocupada. Quando tinha um problema, não conseguia me desligar do meu trabalho, e estar completamente com a minha família era um desafio. Eu estava apenas de corpo, pois a mente estava presa lá na raiz do problema.

Além de dividir meu tempo, tive que aprender a me desligar para ser feliz. A viver completamente. A me dedicar profundamente ao que eu estava fazendo, no instante em que eu estava fazendo. Eu já estava perdendo oportunidades, pelo simples fato de ficar cultivando uma preocupação por algo que não poderia ser resolvido naquele momento, e que muitas vezes, não poderia ser resolvido por mim.

Foi desafiador, controlar a minha ansiedade, e me desligar, mas vou te falar: foi mais libertador do que o ‘não’ que eu consegui aprender anteriormente. Quando aprendi a me desligar, encontrei o sentido de uma vida produtiva. Consegui respirar e chegar ao problema com uma solução, ou com a metade dela. Comecei a ser mais criativa. Comecei a enxergar e executar melhorias.

Comecei a estar, de corpo e mente. Isto foi libertador.
E foi aí que eu aprendi que a minha produtividade, nada mais era, do que o reflexo da maneira como eu estava levando a minha vida. A partir daí, comecei a me tornar a pessoa que eu sempre quis ser, mas nunca havia conseguido.

E aí, como você está levando sua vida?

Fonte: rhportal

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