Estilo de vida atual dá origem às ‘doenças do século’

Estilo de vida atual dá origem às ‘doenças do século’

Que o estilo de vida e modo das pessoas se relacionarem mudou de uns anos para cá muita gente sabe. No entanto, exigências e diversos comportamentos característicos do século 21 contribuem para a maior ocorrência de algumas doenças.

A reportagem entrou em contato com o clínico geral de Venâncio Aires, Luiz Dalprá, que listou algumas das principais enfermidades do século 21 e quais as possíveis formas de tratamento e prevenção, confira:

ANSIEDADE
O clínico geral explica que a ansiedade é um estado de agitação, preocupação ou angústia. Para a medicina, é a angústia que costuma acompanhar diversas doenças, principalmente as neuroses, e que não permite que os doentes tenham sossego.

A ansiedade traz prejuízos no desempenho profissional ou social. ‘Parece estar associada à cultura do sempre mais, sempre melhor, mais bonito e resultados mais eficientes’, comenta.

Dalprá explica que a ansiedade nem sempre é doentia, porque é uma emoção que costuma acompanhar o medo (ou receio), a raiva ou a felicidade. Além disso, desempenha uma função essencial, associada à sobrevivência.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as fobias, o transtorno obsessivo-compulsivo e os ataques de pânico fazem parte dos transtornos de ansiedade e podem ser tratados com psicoterapia ou medicamentos. Os psicólogos ajudam a superar os transtornos de ansiedade com técnicas adequadas a cada caso, que podem incluir relaxamento, exposição gradual, enfrentamento, entre outros.
Os medicamentos mais utilizados para a ansiedade são os tranquilizantes e também alguns antidepressivos.

DEPRESSÃO
Trata-se de uma doença que se manifesta por baixa autoestima, desmotivação, desinteresse pelas atividades do quotidiano, pouca energia e, às vezes, dores sem causa aparente. Dalprá explica que a depressão pode afetar de forma negativa as relações familiares da pessoa, do emprego ou a vida escolar, a fome o sono e a saúde em geral.
A doença é causada por uma combinação de fatores genéticos, ambiente de trabalho/familiar e aspectos de funcionamento psicológicos do indivíduo. ‘Cada vez mais frequente em nosso meio, gera perda da qualidade de vida e redução da capacidade produtiva’, observa.
Quanto ao tratamento, este inclui gestão das emoções, psicoterapia específica e uma variedade de medicamentos que ajudam as pessoas a superarem este problema. ‘As expectativas de alcançar metas superdimensionadas com a consequente frustração pode estar associado e este problema deste século’, complementa.

SÍNDROME DE BURNOUT
‘Independente da profissão, o estresse faz parte do dia a dia em um mundo cada vez mais competitivo’, comenta o clínico geral. A Síndrome de Burnout é uma das consequências deste ritmo atual: um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes.

Segundo o profissional, em geral, esta síndrome atinge profissionais que trabalham com pessoas e intencionam influenciar as vidas. ‘É o caso de pessoas das áreas de educação, assistência social, saúde, recursos humanos, bombeiros, policiais, advogados e jornalistas’, observa.

Os sintomas mais comuns mencionados por Dalprá são agressividade, isolamento, mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, falha da memória, ansiedade, tristeza, pessimismo, baixa autoestima e ausência no trabalho. Além disso, há relatos de sentimentos negativos, desconfiança e até paranoia.

É possível que o paciente sofra fisicamente com a doença, com dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares. Em mulheres, por exemplo, é comum alterações no ciclo menstrual.

A melhora da qualidade de vida, que inclui atividade física regular, controlar situações estressantes no ambiente do trabalho entre outras medidas, são algumas das armas para prevenir a Síndrome de Burnout, de acordo com o profissional. ‘Isso inclui cuidar da saúde, dormir e alimentar-se bem e manter uma vida social ativa’, complementa.

OBESIDADE
Na opinião de Dalprá, as mudanças do estilo de vida das nações nas últimas décadas, com a redução das áreas para atividades físicas ao ar livre, a violência urbana, urbanização rápida da população trouxeram estímulos ao sedentarismo. Mudanças no padrão alimentar com aumento dos carboidratos, gorduras e doces acabaram por induzir aumento do consumo calórico, o que faz as pessoas ficarem obesas ou com sobrepeso.

PERDA DA AUDIÇÃO
Para Dalprá, é um problema muito mais presente em nossos dias, causada por excesso de estímulos auditivos, seja pelo fato das pessoas frequentarem ambientes barulhentos – casas de diversão, festas, além de usarem aparelhos auditivos para ouvir músicas. ‘A longevidade aumentada, conquista das atuais gerações também contribuem para a deficiência auditiva cada vez mais presente em nosso quotidiano’, explica,

ESTRESSE
As situações que envolvem pressão para que as pessoas se tornem mais produtivas e eficientes em todas as áreas da atividade humana geram alterações no funcionamento do corpo e mente.

Assim, as glândulas e o cérebro produzem substâncias ativas que estimulam ou freiam algumas funções do organismo, por consequência, geram anomalias e mudanças durante as 24 horas do dia. Aumento do apetite, hipertensão arterial, propensão à depressão e ansiedade, insônia e falhas de memória são algumas dessas consequências.

Fonte: folhadomate

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