Ter equipes de alta performance é o grande diferencial para empresas que desejam se destacar

Ter equipes de alta performance é o grande diferencial para empresas que desejam se destacar

Como já diz a expressão: “Uma andorinha só não faz verão”. Essa frase se encaixa como uma luva no mundo corporativo. Isso porque os resultados de uma empresa, no fim do mês, quase sempre são definidos pelo desempenho da equipe, ou seja, de nada vai adiantar um gestor/líder extremamente competente e disposto a ultrapassar metas se seu “time” não estiver na mesma sintonia e com o mesmo desejo.

Para evitar esse descompasso, já existem organizações que hoje em dia não abrem mão de investir em uma poderosa ferramenta para fortalecer seus colaboradores, o Team Building, que em tradução livre significa “Construção de Equipe”. A ideia surgiu nos anos de 1920 e 1930 em uma fábrica de Chicago, nos EUA, onde inúmeras pesquisas foram realizadas para analisar a relação entre produtividade e condições de trabalho, como luminosidade, umidade, pressão do grupo, pausas, gerenciamento de líder, etc.

O resultado apontado pelos estudiosos ao concluir a pesquisa foi que, quanto maior o sentimento de grupo e uma cultura de trabalho positiva, maior seria a produtividade da empresa. A partir daí os empregadores começaram a ter consciência da importância de se manter um ambiente corporativo agradável com uma equipe unida e motivada. Esses fatores interferem diretamente no desempenho de cada um e no coletivo como um todo, o que consequentemente, traz resultados eficazes para a organização.

Segundo a consultora em desenvolvimento de pessoas Tânia Zambelli, com mais de 30 anos de carreira e experiência nas áreas de gestão de RH, consultoria organizacional e coaching, existem vários tipos de conceitos para o Team Building e suas aplicações. Também são diversas e podem ser abordadas de diferentes formas por diferentes organizações, mas no geral, a construção de equipes consiste no desenvolvimento de atividades descontraídas, feitas por um coach, com características lúdicas e desafiadoras, de preferência, em um espaço diferente do organizacional. Todas têm o objetivo de fomentar o espírito do grupo, cooperativismo, comprometimento, união, sintonia, liderança, superação de desafios e cumplicidade entre os envolvidos, indo além de uma simples ação motivacional ou treinamento. “Quem já participou de treinamentos corporativos sabe que muitas vezes eles não cumprem exatamente sua função, por serem chatos, demorados e acabarem desmotivando ainda mais o funcionário sem que ele tenha aprendido nada com aquilo”, pontua.

A especialista destaca que a grande função do Team Building é fazer com os que os membros de uma equipe se conheçam, enxerguem suas habilidades e as do outro ou resgatem aquelas perdidas na correria do dia a dia. Essas habilidades quando somadas podem ser extremamente úteis para a empresa.
E num cenário de crise, como o que a economia brasileira vive nos últimos tempos, a construção de equipes de alta performance se faz ainda mais importante. “É fundamental que as empresas estejam atentas em preservar clientes antigos e conquistar novos, além de melhorarem seus resultados. Para isso é preciso que elas se mantenham atuais e antenadas aos desejos de seus consumidores.

Um dos melhores caminhos para alcançar esses propósitos, antes de investir em tecnologias, processos e máquinas potentes, é priorizar o capital intelectual, ou seja, se preocupar com os colaboradores e suas relações uns com os outros”, ressalta Tânia, acrescentando ainda que uma equipe formada por indivíduos com comportamento proativo, capacidade de liderança, unidos, motivados e dispostos a resolver conflitos em conjunto traz um grande e importante diferencial para as empresas.

Uma vez que a equipe conquista uma identidade bem solidificada e as expertises de todos passam a contribuir na formação de um grupo coeso, os processos de comunicação interna e até mesmo com o público externo tendem a melhorar consideravelmente. “Isso porque abandona-se a lógica do individualismo. Os problemas passam a ser do grupo e ao invés de todos buscarem apenas os culpados quando as falhas acontecerem, o time se concentra em somar esforços para detectar soluções”, destaca Tânia.

A coach também faz questão de frisar que o Team Building não envolve hierarquia, ou seja, todos devem participar das atividades. Segundo Zambelli, o líder que participa do processo conhece melhor os potenciais que existem em sua equipe, e certamente torna-se mais assertivo ao delegar funções e tomar decisões que envolvam o coletivo.

Esquecer as diferenças hierárquicas é, inclusive, recomendável. Nessas horas, o bom gestor é aquele que está lado a lado com os seus colaboradores, faz junto e participa, desce do salto literalmente. “Sair vociferando ordens e diretrizes só vai afastar o líder do seu time e contribuir para que todos se percam. O caminho é a escuta e o diálogo”, pontua.

Por fim, outra recomendação de Tânia para os gestores que querem melhorar a performance de sua equipe é não restringir a liberdade criativa de seus funcionários com regras excessivas e processos engessados. “A empresa precisa estar aberta ao novo para sempre que necessário adaptar métodos retrógrados e permitir que seus colaboradores participem com ideias. São essas ideias, vindas, muitas vezes, de onde menos esperamos, que podem perfeitamente culminar em mais produtividade e até mesmo no envolvimento do coletivo. Basta dar subsídios para as pessoas mostrarem seus talentos”, finaliza a especialista.

Fonte: rhportal

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