Gestão de Pessoas: Lições para aprender com bandas de rock

Gestão de Pessoas: Lições para aprender com bandas de rock

Há quem resuma bandas de rock a guitarras, vocais poderosos e muita atitude, mas não é só isso. Na verdade, grupos de música são ótimos exemplos de trabalho em equipe. Uma equipe de trabalho deveria poder soar como os Beatles, Led Zeppelin ou The Clash em seus melhores momentos: coesa e cheia de brilhos individuais. Em tese, esse seria o ideal para uma banda de rock.

Quando se ensaia em conjunto, aprende-se a ouvir a si mesmo e aos outros; quando isso acontece, todos entram em uma mesma vibração e encontram ritmo, brilho, afinação e confiança. É esta segurança que abre as portas para a criação e a inovação. Por isso, a gente diz que os times de futebol mais entrosados jogam “por música”. Isso vale para qualquer campo, inclusive para empresas.

Pensar coletivamente

Numa banda, é fundamental ensaiar. E ter vontade de ensaiar é ainda mais fundamental. Ensaiar até que cada um absorva as partes que lhe cabem nos arranjos. Estabelecer conexões. Em uma banda, o resultado do trabalho de cada um depende do esforço conjunto de todos os músicos. E, mesmo que nos shows algumas figuras recebam mais destaque ou se tornem a voz do grupo, internamente todos têm a consciência de que elas falam em nome do interesse coletivo. E se orgulham disso.

Processos

Em qualquer trabalho, igualmente, é preciso vivenciar todos os processos para adquirir conhecimento, discernimento e repertório para ir em frente. Abrir novas possibilidades, sem medo de se arriscar por novos caminhos. Dividir ideias e responsabilidades. Compartilhar os erros e os acertos. Viver, aprender e celebrar.

Risco x Segurança

As melhores bandas de rock nos ensinam que, sem risco, não há aprendizado. Ensinam também que sem segurança, não há inovação.

Chefia

E, se duas (quatro, dez) cabeças pensam melhor do que uma, é um mistério que, nesta época de integração em rede e experiências colaborativas, a figura do “chefe” permaneça de pé. Aquele chefe “dono da bola” já não faz mais sentido na nova economia do trabalho, pois ele é hoje uma pedra no sapato, um travo no livre fluxo dos processos. Quando a pessoa que recebe um cargo de chefia acredita ter sido ungida pelos deuses corporativos, e não se vê como parte de um grupo que deve tocar afinado para conquistar audiência e relevância, aí inicia-se o problema.

Liderança

O modelo vertical de liderança cria abismos e depois tenta construir pontes para se comunicar com a força de trabalho, então falha. Tal modelo é caro e ineficaz, pois pressupõe que algumas pessoas são melhores do que as outras. Quando, na verdade, é tudo muito mais simples: o trabalho em conjunto é mais eficiente, isto está provado cientificamente. Além de tudo, ainda é mais satisfatório.

Como disse certa vez uma raposa política, “estamos todos na planície”. Está na hora de falarmos de igual para igual.

Fonte: rhportal

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