Psicofisiologia Aplicada na Gestão do Estresse Ocupacional

Psicofisiologia Aplicada na Gestão do Estresse Ocupacional

Quando o assunto é Peak Performance (desempenho máximo) a primeira imagem que nos vem à mente é de um atleta de nível mundial. No cenário do Alto Rendimento, as Ciências do Esporte realizam pesquisas constantes. Sempre em busca de metodologias e processos de treinamento (com o objetivo de desenvolver programas ideais de preparação física, técnica, e, principalmente, psicológica) que garantam o desempenho ótimo dos atletas nos momentos competitivos.

Profissionais de diversas áreas colaboram na elaboração e execução dos programas de treinamento das modalidades individuais e coletivas, sob a coordenação do técnico principal. Planificando e integrando todas as atividades que serão realizadas pelos atletas. Essa integração científica tem garantido a crescente evolução dos métodos de preparação. Permitindo as constantes quebra de recordes e atuações espetaculares, como vemos nos Jogos Olímpicos a cada quatro anos.

Peak Performance no Trabalho

Mas não é só no esporte que encontramos a busca pelo desempenho máximo. No mundo corporativo, no dia a dia profissional, vivenciamos uma competitividade tão acirrada quanto no cenário esportivo. Expondo o trabalhador à um stress ocupacional muito próximo do que incide sobre os atletas. Tanto nas sessões de treinamento como nas competições.

Assim como os atletas esportivos, os “atletas corporativos” enfrentam medo e ansiedade. Porém, com o agravante das incertezas diárias, fruto do mercado e da garantia de permanência no emprego. O estresse ocupacional atua de forma constante, muitas vezes não claramente percebido pelo trabalhador, causando redução significativa na qualidade de vida, com consequências psíquicas e somáticas.

Estresse no Trabalho

As estatísticas são assustadoras. Programas de gerenciamento do estresse no trabalho estão no topo das preocupações das organizações em todo mundo.

Conforme dados da International Stress Management Association (ISMA), em 2005 o Brasil tinha cerca de 20 milhões de trabalhadores enfrentando algum tipo de problema causado pelo estresse ocupacional. Número que cresce na mesma proporção das incertezas do cenário econômico globalizado.

Pesquisa da ISMA-BR, realizada em 2015, indica que 72% dos trabalhadores brasileiros sofrem de algum transtorno mental e/ou comportamental devido ao alto nível de stress que experienciam.

Conforme a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção brasileira da ISMA, a queda do desempenho, a falta de concentração, as dores musculares, enxaqueca, irritação, problemas digestivos, doenças cardiovasculares e o afastamento por transtornos de ansiedade e esgotamento físico e mental (burnout), são situações que estão correlacionadas ao fenômeno da exposição crônica aos estressores ocupacionais. E estes problemas geram, além dos prejuízos à saúde do trabalhador, um custo anual de 80 bilhões para as empresas brasileiras. A estimativa da ISMA-BR é 3,5% do PIB nacional anual.

Psicofisiologia na Prática

Levando em consideração que uma parcela significativa dos estressores ocupacionais são provenientes do contexto extra organização, além das ações que visam a melhoria das condições de trabalho, é importante capacitar o “atleta corporativo”. Através de estratégias de enfrentamento e autodomínio dos estados mentais/emocionais. Valendo-se das mesmas técnicas e métodos que garantem a performance ótima dos atletas olímpicos nos momentos críticos. Essa é a proposta do Psicólogo Silvio Aguiar, fundador da Alfa Neurofeedback, especializado na elaboração de programas de treinamento das habilidades psicológicas para a Peak Performance, esportiva, acadêmica e profissional.

Segundo Silvio Aguiar, com base na Psicofisiologia Aplicada, existem hoje sistemas eficazes e de baixo custo que permitem o gerenciamento do estresse competitivo utilizando as técnicas de Biofeedback (BFK) e Neurofeedback (NFK). “Assim como na preparação de atletas, partimos dos dados obtidos na avaliação inicial para elaboração de um protocolo individualizado de treinamento. Para a gestão do estresse, o BFK Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) é o mais utilizado por analisar o equilíbrio da atividade de ativação (ramo Simpático) e relaxamento (ramo Parassimpático) do Sistema Nervoso Autônomo (SNA).

Os indicadores fornecidos na avaliação de BFK VFC, além de mensurar o balanço autonômico individual, permitem mapear os setores e atividades na organização que apresentam maior incidência de colaboradores com desequilíbrio autonômico. Dessa forma, além de preparar o indivíduo para o enfrentamento das situações estressantes, a organização poderá implementar ações que melhorem as condições de trabalho e, por conseguinte, a saúde e o bem-estar dos seus colaboradores”, esclarece Aguiar.

Fonte: rhportal

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