A importância das relações interpessoais nas empresas

A importância das relações interpessoais nas empresas

O conceito de relacionamento interpessoal se dá pela interação entre duas ou mais pessoas.

A todo momento estamos interagindo, seja em casa, na comunidade, no ambiente social e principalmente no ambiente de trabalho. Mas na verdade nos relacionamos com as pessoas de forma automática. Nos acostumamos em agir e nos expressar de determinada forma, como uma marca registrada. Marca baseada no que somos e no que aprendemos na prática desta interação.

Fatores determinantes das relações interpessoais

Na relação interpessoal, o que define o tipo de interação que se estabelece entre as pessoas é o fator personalidade. Ou seja, a partir das características individuais de cada pessoa, é determinada a forma como ela se relaciona com o outro.

Mas cada um de nós tem uma personalidade diferente. Com um determinado nível cultural, valores morais e éticos, pensamentos e objetivos diferentes. Somos educados de acordo com o ambiente em que estamos inseridos e com a perspectiva do que buscamos como meta de vida.

Você deve estar refletindo sobre como é difícil relacionar-se o tempo todo com pessoas diferentes e perfis divergentes do nosso. A resposta é que realmente é muito complicado, um desafio constante que necessita de aprimoramento e aprendizado contínuo. Faz parte do mundo moderno a necessidade de melhorar a qualidade das relações em qualquer âmbito, seja ele familiar, social ou corporativo. Evoluir é uma premissa básica para atingir seus objetivos com sucesso.

O relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho

É a forma como as pessoas se relacionam e interagem dentro de um grupo ou de um ambiente micro ou macro. Estamos constantemente nos relacionando e interagindo a todo momento, em qualquer lugar. Trocamos informações, experiências e percepções, sem nos dar conta das informações e mensagens subliminares que estamos passando. Cada pessoa tem uma personalidade, um modo de ser e agir, este modo é o que determina o tipo de relação que temos com os demais.

No ambiente corporativo na relação interpessoal no trabalho, ou seja, a interação entre as pessoas e equipes, constitui fator chave para alinhamento entre a estratégia da empresa e a operacionalização de toda a engrenagem operacional organizacional. Mas este fator pode influenciar todos os processos. As empresas são formadas por um conjunto de pessoas, que necessitam relacionarem-se entre si para que tudo funcione bem. Por isso, a área de Recursos humanos é tão importante dentro das organizações, porque é necessário gerenciar as relações para que as pessoas estejam alinhadas aos objetivos.

Embora o ambiente organizacional seja mais formal, regrado e mais complexo do que outros, como o ambiente familiar por exemplo, sempre surgem conflitos gerados pelas interações entre pessoas e equipes, estas dificuldades podem partir do gestor para seu colaborador, de colega para colega, ou entre áreas. Quanto maior a empresa, maior o desafio de integrar pessoas, equipes e departamentos inteiros.

A dificuldade em manter relações saudáveis é um desafio cada vez maior nas organizações, pois cada pessoa interage conforme suas tendências comportamentais e individuais, dentro de um universo maior que é composto por pessoas que são diferentes entre si em vários aspectos e níveis de conhecimento.

Os principais problemas de relacionamento interpessoal nas empresas

Os problemas mais comuns são dificuldades de comunicação, falta de afinidade com relação a valores morais e éticos, dificuldade de respeito às regras básicas de disciplina, competição por ambição de promoção e poder.

Vamos entender um pouco mais a respeito destes itens:

Problemas de comunicação

Este fator se refere a forma como são transmitidas as mensagens de uma pessoa para outra. Muitos conflitos ocorrem por conta da dificuldade das pessoas em se comunicarem de forma clara e objetiva. Isso acontece por diversos motivos: falta de conhecimento específico, falta de direcionamento, por problemas comportamentais, falta de afinidade com o interlocutor, uma série de fatores isolados que atrapalham a comunicação que por fim afetam toda tarefa que deve ser feita.

Problemas de comportamentais

Algumas características pessoais podem interferir de forma significativa nas relações.

As atitudes negativas habituais que se repetem sem perspectiva de mudança e erros recorrentes, um bom exemplo é quando a empresa contrata um profissional ou estagiário que tem uma excelente formação, tem a competência técnica exigida para aquela determinada função, e com o passar do tempo a pessoa passa a ter problemas de relacionamento por conta de características comportamentais oriundas da sua própria personalidade ou imaturidade emocional.

Fatores que afetam o desenvolvimento profissional

Falta de objetivo pessoal

A pessoa não tem projetos, desanima ao primeiro obstáculo, não exercita a criatividade, não busca soluções, trabalha com algo que não gosta e não faz nada para tentar mudar. Vive frustrada, espera que as pessoas lhe tragam soluções. Passividade e acomodação fazem parte deste perfil.

Dificuldade em estabelecer prioridades

Não consegue administrar seu tempo de forma produtiva, procrastinação, se propõe a fazer muito mais do que consegue e não dá conta, ou não faz nada por não saber por onde começar pelo acúmulo.

Normalmente, apresenta essa dificuldade tanto no âmbito profissional quanto no familiar e social. Precisa ser direcionado por alguém, normalmente a pessoa não consegue realizar as tarefas solicitadas no tempo hábil, aqui entra também a dificuldade de organização ou de negociação de prioridade e urgências, um reflexo da dificuldade de comunicação.

Segundo uma teoria chamada Human Dynamics, de Sandra Seagal e David Home, as personalidades são subdivididas em grandes grupos. Demonstrando um padrão na questão do seu funcionamento, ou seja, mostra que existem tipos padronizados de funcionamento mental, percepção e processamento de informações, em outras palavras, um tipo de pessoa capta informações e processa de um jeito, e um outro tipo de outro.

Sugerindo que muito dos problemas de comunicação se dá por esta diferença de percepção, como se cada perfil de personalidade tivesse um jeito próprio de compreender as situações.

Dificuldade em ouvir

A pessoa não consegue lidar com críticas ou com posições contrárias às suas. Mesmo que seja a respeito do seu trabalho, desmotiva-se por qualquer coisa ou adversidade. Muitas vezes pode ouvir mas não compreende e não pergunta, ou por falta de interesse ou por uma dificuldade em aceitar o que é dito.

Exemplo: O Gerente pede uma tarefa urgente e a pessoa fica aflita porque está fazendo outra coisa e terá que parar. No momento em que a tarefa é solicitada, a pessoa se desconcentra por conta da contrariedade e não consegue fazer a nova tarefa, porque não prestou atenção as orientações, já que esta ordem gerou uma frustração.

Falta de Inteligência emocional

Hoje é muito divulgado o conceito de inteligência emocional criado e amplamente divulgado pelo Psicólogo e PHD de Harvard, Daniel Goleman. Ele defende que é preciso ter controle das emoções para que haja o desenvolvimento da inteligência.

Segundo ele, o cérebro possui áreas que são maleáveis, passíveis de serem trabalhadas e lapidadas a fim de provocar mudanças de comportamento e até de temperamento. Partindo desta premissa, podemos mudar a forma de pensar e agir, criar novos hábitos e comportamentos a partir da identificação dos próprios sentimentos e emoções.

O nosso sucesso ou insucesso depende da forma como administramos esses cinco fatores:

  • Autoconhecimento emocional;
  • Automotivação;
  • Controle emocional (conhecendo nossas limitações e bloqueios);
  • Reconhecimento das emoções de outras pessoas (empatia);
  • Relacionamento interpessoal (desenvolver as competências sociais).

Segundo Serge Moscovici, um Psicólogo Social que se erradicou na França, a interação na empresa ocorre em dois níveis. O primeiro é a tarefa que ela executa individualmente e em grupos, e que podemos observar. O segundo nível é socioemocional que está diretamente relacionado com as sensações e sentimentos gerados pela convivência diária.

Mas esses dois níveis estão interligados. Se os sentimentos são positivos, a produtividade é satisfatória com relação a tarefa designada, mas caso o clima emocional não seja bom ou satisfatório, a tarefa tende a sofrer os efeitos despertando emoções negativas como; desagrado, aversão, antipatia, irritação etc.

Resumindo em poucas palavras, se os relacionamentos interpessoais são construtivos, colaborativos ou permeados por laços de amizade ou afeto, é possível uma boa interação e coesão grupal, mas caso haja um clima desfavorável no nível emocional, toda a integração é comprometida e consequentemente a produtividade. Não basta ter competência técnica, é preciso ter competência emocional.

2. Como as empresas avaliam os candidatos na questão comportamental

Ferramentas de avaliação

Não é atoa que as empresas estão sempre buscando ferramentas e testes para verificar o perfil dos candidatos. O que elas procuram vai além das competências técnicas, é sobre perfil comportamental. Através deste perfil, podemos entender a maneira que executam seu trabalho e se relacionam com as equipes.

Por isso, investem em técnicas que auxiliam no processo seletivo. O candidato na maioria das vezes não revela seus pontos fracos e não possui autoconhecimento suficiente para isso. Os testes de personalidade são muito procurados por fornecerem dados que não podem ser observados só pela entrevista.

Uma das ferramentas muito utilizadas atualmente pelo seu alto grau de acerto, é a Grafologia, que estuda a personalidade da pessoa através da escrita. Identificando seus pontos fracos, dificuldades e limitações e principalmente suas características comportamentais. Diferentemente do que a pessoa relata na entrevista e diz o que o entrevistador quer ouvir e precisa, a grafia mostra o aspecto oculto e negativo que precisa ser avaliado.

Os consultores de RH que trabalham com Recrutamento e Seleção afirmam que as empresas não querem somente a competência técnica, porque a técnica pode ser aprendida, mas sim querem pessoas que possam se relacionar de forma saudável e colaborativa nas equipes. Ou seja, que possuam habilidade comportamental para agregar valor ao trabalho e aos objetivos traçados.

3. Dicas para desenvolver um bom relacionamento interpessoal

As principais características a serem desenvolvidas são:

Autoconhecimento

Autoconhecimento é buscar sempre ferramentas ou caminhos que levem a descoberta de si mesmo. Entender como você sente, e como se relaciona com as pessoas e com o mundo. A partir deste conhecimento pode buscar soluções, como cursos comportamentais, cursos online, materiais de auto ajuda, terapias etc…

Proatividade

O conceito de proatividade se refere a iniciativa em aprender. Proatividade implica buscar soluções, se antecipar aos problemas, dar sugestões, procurar sempre fazer melhor do que antes. Esta habilidade é o oposto da acomodação. É o oposto da passividade, daquela pessoa que faz só o trabalho “necessário” e acha que fez muito. A pessoa proativa não espera o gestor pedir algo, ela surpreende, coopera, faz mais do que é esperado.

Ética

Este tema fundamental vem sendo muito discutido hoje, principalmente no âmbito econômico e político do nosso país. Temos como referência nesta área os educadores, palestrantes e professores, Mário Sérgio Cortella e Clóvis de Barros Filho. Eles defendem a ética nas relações. Cortella diz: é necessário cuidar da ética para não anestesiarmos nossa consciência e começarmos a achar que tudo é normal”.

A ética nas relações de trabalho é fundamental para criar relacionamentos transparentes e produtivos. Ela é pautada no respeito acima de tudo. Um profissional ético não denigre a imagem de um colega perante o chefe. Não faz sabotagem com o trabalho do outro. Não diz que fez um trabalho que o outro fez, para ficar com o elogio. Ser ético é estar em um nível superior de consciência.

A ética deriva da Moral e dos princípios que entendemos como certos e errados. Ela tem relação direta com o nosso caráter. Um colega mal intencionado e sem ética cria situações conflitantes, insinua e provoca. A ética é um reflexo dos valores aprendidos e praticados.

As empresas vêm investindo cada vez mais em treinamentos comportamentais, em cursos presenciais, Curso de Relações Interpessoais, e Relacionamento interpessoal no trabalho. Abordando de forma mais específica a importância de criar um bom relacionamento e integração nas equipes, visando maior produtividade.

A mensagem que precisa ser entendida, é que sem desenvolvimento comportamental não é possível alcançar objetivos profissionais tão almejados. O aprendizado constante é fator chave para o sucesso. Esteja sempre atento a cursos de aprimoramento e perceba o diferencial de cada um deles na sua formação e desenvolvimento profissional.

Fonte: rhportal

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