Preservando a Essência Humanista nas Organizações

Preservando a Essência Humanista nas Organizações

A vontade de alavancar as empresas e tirá-las dos cenários de risco tem feito alguns líderes focarem mais nos processos e nos resultados do que nas pessoas.

Tenho visto e ouvido pessoas desejando serem demitidas, mesmo diante do momento delicado que o nosso País vive. O que pode ser pior que o desemprego? O que pode motivar um funcionário pedir demissão durante essa crise?

A resposta parece ser sempre a mesma: A falta de respeito ao ser humano.

Obviamente, deve ser exigido o cumprimento de horários e metas dos colaboradores, se espera um trabalho com qualidade e eficácia e é solicitado que o colaborador tenha seriedade e profissionalismo. Mas, somos todos seres humanos, e o mínimo que esperamos é respeito. Esperamos reconhecimento e perspectivas de crescimento.

O filósofo Karl Marx externou o seu pensamento sobre tal tema com a seguinte frase: “Quanto menos comes, bebes, compras livros e vais ao teatro, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres e praticas esporte, mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim todas as paixões e atividades são tragadas pela cobiça.”

Não seria essa a postura de muitos empresários? Não estariam eles focados apenas e tão somente na busca desenfreada por ter, esquecendo-se de ser?

Quando anseio pela preservação do humanismo dentro das organizações, não refiro-me apenas aos colaboradores. A desvalorização do ser humano em si, causa um efeito dominó. Uma empresa composta por líderes materialistas, contribuirá para a formação de liderados frios e focados apenas em resultados.

Alguns chegarão ao ponto de desvalorizar os outros aspectos da vida, como por exemplo as relações familiares, por uma “bonificação” a ser recebida no final do mês.

Por outro lado, existem aqueles que são resistentes a esse tipo de vida. Para esses, só resta o pedido de demissão. Preferem viver em paz e preservar valores adquiridos na família a ter que sacrificar tudo para alcançar sonhos e riquezas.

O Consultor Paulo Cuba disse a seguinte a frase: “O mal do ser humano é a superficialidade que prefere valorizar o corruptível ao invés do incorruptível.” Gestores de RH, precisamos desenvolver o equilíbrio no meio desses cenários!

É lícito que as empresas desejem alcançar seus alvos e se manterem vivas nessa crise. Mas é lícito também, que o ser humano seja tratado como tal e não como peças de um jogo de xadrez. Tratemos então, gente como gente.

Fonte: rhportal

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