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Crescimento do nível de emprego na saúde é insuficiente

Crescimento do nível de emprego na saúde é insuficiente

No acumulado de janeiro a dezembro de 2017, houve criação de 44.505 postos de trabalho nas atividades do setor de hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos de serviços privados de saúde no país, totalizando o contingente de 2.144.481 trabalhadores.

Entre as atividades, destaca-se a criação de 18.612 vagas em atendimento hospitalar e também a geração de 7.494 vagas na atividade médica ambulatorial. Por outro lado, a atividade de serviço móvel de urgência gerou um saldo de 1.007 demissões.

Os dados integram o Boletim Econômico da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp), que oferece importantes estatísticas do setor saúde a partir de informações do SUS, Ministério do Trabalho, IBGE, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e outras fontes econômicas oficiais.

O número de estabelecimentos de saúde no país teve um crescimento de 4,8% em dezembro de 2017 em comparação a dezembro de 2016. Destaca-se no período em questão o crescimento de 34% no número de unidades de atenção em home care.

Apesar do crescimento do nível de emprego e de serviços de saúde no Brasil, o presidente da Fehoesp, Yussif Ali Mere Jr, destaca que esses números ainda são muito tímidos. “Não podemos falar em crescimento do setor. Há 3 anos, o segmento saúde criava 45 mil empregos em apenas 30 dias, portanto, esses números apontam para uma lenta e pequena recuperação da crise econômica, que também afetou o segmento saúde. Este ano esperamos uma recuperação mais expressiva”, avalia o médico.

Ainda segundo o presidente, o único segmento que teve crescimento expressivo foi o de serviços de Home Care. E o desenvolvimento das empresas de home care está diretamente ligado ao processo de envelhecimento da população brasileira. “Reflete a necessidade de uma assistência menos onerosa e com maior resolutividade. A desospitalização, nesses casos, é uma realidade”, avalia.

Documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o Brasil está envelhecendo acima da média mundial. Enquanto a quantidade de idosos vai duplicar no mundo até o ano de 2050, ela quase triplicará no país. Serão 64 milhões de pessoas acima dos 60 anos equivalendo a 30% da população brasileira. Hoje os idosos representam 12,5% da população.

Fonte: Monitor Mercantil

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