O protagonismo do consultor interno de RH nas organizações

O protagonismo do consultor interno de RH nas organizações

O consultor interno de RH é um parceiro estratégico para as lideranças nas organizações. É um profissional que é uma referencia na busca de melhores práticas, dotado de uma apurada visão sistêmica, com o desafio de estimular o incremento de resultados através das pessoas.

O consultor interno é um profissional com olhar multidisciplinar, à ele cabe estar atento a tendências, elaborar diagnósticos, propor soluções e desenvolver as pessoas em uma organização. Exerce um papel-chave, uma vez que antecipa as necessidades dos clientes internos e foca em estratégias que potencializem o capital humano de forma a alavancar os resultados nas empresas.

O consultor é também conhecido como agente de mudanças, atua de forma planejada e cautelosa conduzindo processos simples e complexos de mudança no âmbito organizacional que vão desde novos projetos até fusões e aquisições de outras empresas. No perfil deste profissional, observam-se sete papéis básicos: especialista, comunicador, negociador, motivador, facilitador, líder e coach. É essencial ao consultor, possuir um profundo conhecimento técnico e organizacional afim de propor alternativas às demandas de seus clientes. A comunicação precisa ser clara e objetiva de modo que seja compreendida por todos os níveis de profissionais internos e externos. A negociação além de uma competência requerida é um papel a ser desempenhado com frequencia e precisa estar associada a uma postura empática e resiliente. Facilitar treinamentos e motivar equipes permite engajar e incentivar as pessoas a alcançarem as metas propostas pela organização. Os papéis de líder e coach por vezes acabam sendo concomitantes, uma vez que o consultor, para exercer algumas de suas atribuições irá liderar grupos e incentivará não só o desenvolvimento profissional, como também o pessoal de seus clientes.

As lideranças na maioria das vezes são as principais clientes dos consultores, uma vez que cabe à elas fazer a gestão das pessoas que lideram. O famoso jargão: “é tudo com o Recursos Humanos”, torna-se cada vez mais obsoleto. O papel do consultor interno limita-se a aconselhar e orientar o gestor em temas de gestão de pessoas e não em realizar a gestão do capital humano. O desenvolvimento de lideranças é visto como um carro-chefe no portfólio de soluções trabalhadas pelos profissionais de consultoria.

Motivar as lideranças a engajarem as suas equipes, potencializar a produtividade e incentivar a cultura de feedbacks fazem parte dos desafios diários de um consultor. O papel de educador também é muito forte nos profissionais de consultoria e evidencia-se pelo acompanhamento sistemático dos gestores e de suas ações com a sua equipe.

O estabelecimento de uma parceria entre lideranças e consultores é fundamental para o sucesso das ações em conjunto. Os gestores contam com o apoio estratégico do profissional de consultoria que está atento as oscilações do mercado, em melhores práticas e em tendências para as organizações e contribuem diretamente na viabilização dos resultados por eles desejados. O consultor irá intervir em processos, auxiliar na implementação de mudanças, dar sugestões e recomendações referentes a gestão.

O atendimento realizado é diferenciado, sendo personalizado na maioria das vezes com o objetivo de auxiliar os líderes a desenvolverem as competências requeridas para o desempenho de sua função. Consultores experientes passam a maior parte do seu tempo em suas áreas de atendimento visando obter um maior conhecimento das atividades, necessidades e deficiências existentes. O restante do tempo, utiliza para pesquisas, troca de informações, produção de materiais e leituras que propiciem garantir o seu constante aprendizado.

Vivencia-se uma mudança de era marcada por constantes inovações, transformações de cenários geopolíticos e aumento do uso da inteligência artificial que está acelerando a necessidade de modificação do mindset: precisa-se aprender a “ser humano”. As pessoas passam a trabalhar guiadas por um propósito, precisam visualizar na proposta de valor das organizações em que atuam algo que transforme o mundo, que beneficie a sociedade e que lhes dê felicidade e motivação para desempenharem suas atribuições explorando o máximo de seu potencial. Os novos tempos exigem atitudes colaborativas, investimento em parcerias que compartilhem de um mesmo objetivo. Prevalece o ganho mútuo sobre o individual, o “ir mais longe” ao invés de “ir mais rápido”.

Neste contexto de transformações, o consultor precisará adotar uma postura ágil e planejada dando o suporte necessário às lideranças para que possam acompanhar esta evolução. Os líderes que seguirem com um mindset competitivo serão ultrapassados. O novo desafio do consultor interno será desenvolver lideranças que estejam dispostas a inspirar outras pessoas e que as encoraje a vincular o seu propósito aos de uma organização. Caberá a este profissional estimular os gestores a reconhecer os seus erros e despertar neles o desejo de aprender o que for necessário para constituir times enxutos e de alta performance.

Fonte: administradores

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