O setor já emprega mais de 53 mil colaboradores em todo o Brasil

O setor de Atenção Domiciliar – muito conhecido como Home Care – teve um crescimento bastante expressivo nos últimos anos no Brasil. Em 2012, eram 18 empresas atuando nesse mercado. Hoje, são 676. Os números são de um levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), encomendado pelo NEAD (Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar) e realizado entre agosto de 2017 e maio deste ano. O levantamento analisou o setor de serviços de atenção domiciliar e apontou os impactos de cenários de retração de oferta.

O estudo aponta também que, mesmo com o crescimento dos últimos anos, o espaço para expansão do segmento no Brasil ainda é grande.

“Temos uma população de mais de 210 milhões de habitantes, sendo que 43 milhões têm algum tipo de plano de saúde, ou seja, são usuários em potencial de Atenção Domiciliar. Portanto, há muito espaço para uma expansão ainda maior”, afirma Dr. Ari Bolonhezi, diretor do NEAD e coordenador do Censo 2018.

Um espaço que vai sendo preenchido à medida que a população adquire um melhor entendimento sobre o setor, percebe a evolução profissional das empresas e dos colaboradores que atuam em Home Care e a necessidade de melhor gestão de recursos e custos na saúde, o que é muito positivo, pois uma retração agora obrigaria, entre outras coisas, a criação de muitos leitos hospitalares, além de ter forte impacto na empregabilidade na área da saúde. O setor hospitalar já está sobrecarregado e exigiria uma manobra intensa e quase impossível para alojar os pacientes de Atenção Domiciliar.

Para se ter uma ideia, segundo o levantamento da Fipe, a interrupção dos serviços de Home Care hoje no Brasil obrigaria a criação de aproximadamente 16 mil novos leitos hospitalares, o que equivale a todos os leitos do estado de Santa Catarina, por exemplo.

Outro impacto seria sentido na mão de obra empregada pelo setor, que é de quase 53 mil colaboradores, entre médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, fisioterapeutas e outros. Sabe-se que este número é maior, pois o levantamento feito pela FIPE analisou apenas as empresas encontradas no CNES ( 676 instituições). O último Censo NEAD 2013 apresentou o número de 230 mil profissionais empregados, analisando todo o setor que compõe a rede de serviços de atenção domiciliar.

Aperfeiçoamento do setor

A Atenção Domiciliar (home care) é uma modalidade relativamente nova no Brasil, pelo menos no seu formato atual. Porém, inúmeras empresas do setor já possuem certificados de qualidade, nacionais e internacionais, o que mostra a preocupação quanto ao profissionalismo nessa área.

O NEAD existe há 15 anos e, nesse tempo, vem procurando estreitar o relacionamento com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e com as autoridades brasileiras da Saúde, na busca pelo ordenamento do setor, seja através da regulamentação justa e moderna ou por normatização.

“As autoridades precisam conhecer e entender o setor e sua importância na gestão da saúde, de leitos e na prevenção e promoção de saúde”, destaca Bolonhezi.

Fonte: Saúde Business

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