Para a classe médica, os meios digitais facilitaram acesso a cursos de especialização e o contato com pacientes

Uma pesquisa da agência McCann Health feita com médicos brasileiros apontou que 99% da classe acredita que a tecnologia facilitou a prática clínica.

Foram 500 profissionais de seis especialidades entrevistados: endocrinologia, pediatria, oftalmologia, clínica médica, ginecologia e pneumologia. 70% deles com até 40 anos de idade e 75% com até 15 anos de prática.

“Quando fizemos uma pesquisa global sobre a percepção do médico sobre a profissão, percebemos que eles entendem que o tempo deles é valioso, então perguntamos sobre o uso do meios digitais nesse contexto”, explica João Consorte, presidente da McCann Health.

O estudo descobriu que boa parte dos profissionais usa a internet para se atualizar na prática fazendo cursos online (85%), conversar com colegas (89%) e com pacientes (61%).

Para Jecé Brandão, presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), é indiscutível que ter acesso aos meios digitais para ter informações em tempo é real é prático e importante para a prática médica.

Para outros especialistas, no entanto, é preciso ter cuidado com o uso excessivo do celular e das redes sociais.

“Se o médico não tiver controle, não tiver um momentos para as redes sociais, isso gera uma ansiedade muito grande, ele não tem um momento pra relaxar”, afirma Sabrina Espíndola, coach e especialista em desenvolvimento humano. “Tem médico que fica focada o tempo todo no atendimento, é preciso estabelecer limites”, completa.

Outro aspecto avaliado pelos profissionais foi sobre o acesso dos pacientes a informações sobre saúde na internet. Para 44% deles, a prática é benéfica para o paciente e apenas 23% acha que pode ser prejudicial.

Brandão avalia que os acesso a informações médicas pelos pacientes por meio da internet estreita a relação do médico com o paciente.

“Os meios digitais democratizaram o saber médico”, afirma. “Hoje, qualquer paciente chega informado no consultório e isso ajuda ambos, o médico pode explicar melhor o que é aquele volume de conhecimento e particularizar para o caso do paciente”, diz.

Fonte: exame.com.br

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