Já está no ar a 38° edição do Boletim “Conjuntura Saúde Suplementar”. A publicação traz uma análise das variáveis socioeconômicas relevantes ao desempenho do setor de saúde suplementar e da economia nacional referentes ao 2° trimestre de 2018, analisando seus desdobramentos para o segmento.

Como destaque, a nova edição faz um comparativo do desempenho do mercado de trabalho e do número de beneficiários de planos coletivos empresariais. Segundo a publicação, a taxa de desocupação – que mede o desemprego – medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) atingiu 12,4% no período analisado.

Esse número representa uma queda em relação ao trimestre anterior, que registrou 13,1%. A diminuição, no entanto, não resultou em aumento expressivo do número de pessoas empregadas com carteira assinada, que apresentou ligeira alta, passando de 35.948 milhões no 1ºtrimestre do ano para 35.963 milhões no 2º trimestre.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o boletim registrou queda de 1,3% no número de trabalhadores com carteira assinada, ou seja, a queda da taxa de desocupação no país está diretamente relacionada com a ampliação do trabalho informal. No 2ºtrimestre de 2018, o número de pessoas ocupadas foi de 91,2 milhões de pessoas, ou seja, um aumento de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado. No setor privado, no entanto, o número de empregados com carteira de trabalho assinada diminuiu em 1,5%.

Essa tendência influencia diretamente no segmento de saúde suplementar, já que a contratação de planos de saúde coletivos empresariais é diretamente influenciada pelo mercado de trabalho com carteira assinada. No período analisado, essa modalidade respondeu por 66,7% do total no país segundo o ANS Tabnet.

Reforçamos, portanto, que enquanto não houver um movimento sólido de retomada dos empregos formais nos setores de comércio, serviço e indústria – que costuma oferecer esse benefício aos colaboradores – não iremos perceber uma retomada efetiva de crescimento do setor e recuperação dos beneficiários da saúde suplementar perdidos nos últimos três anos.

A publicação ainda mostra dados do rendimento da população ocupada e sua relação com a contratação de planos de saúde individuais. Continuaremos apresentando dados da publicação nos próximos dias.

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