A produção de dados e monitoramento da situação de saúde da população é fundamental para o entendimento das mudanças demográficas, orientação e criação de programas, políticas e ações voltadas para a prevenção de doenças e promoção da saúde coletiva. Essa é uma das ambições de trabalhos como o Texto para Discussão n° 73 “Hábitos alimentares, estilo de vida, doenças crônicas não transmissíveis e fatores de risco entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde no Brasil: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013”, em que traçamos um perfil da saúde do brasileiro em diferentes aspectos.

A importância de estudos dessa temática e sua capacidade de transformação dos sistemas de saúde globais também motivou a elaboração do trabalho “Examinando os beneficiários que mais usam os recursos hospitalares: implicações de um perfil desenvolvido a partir de dados de planos de saúde da Austrália”, publicado na 24º edição do “Boletim Científico IESS”. Para tanto, examinou-se as características demográficas, de admissão hospitalar e clínicas de usuários que mais usam os recursos hospitalares dentro de uma amostra de planos privados australianos.

O estudo dividiu os beneficiários em três critérios: beneficiários que concentram o maior número de internações; aqueles que concentram o maior número de dias de internação; e beneficiários que concentram a maior parte dos benefícios pagos.

Entre os resultados, observou-se que os 1% de beneficiários com maior utilização representam 21,2% do total de dias de internação e os 1% de maior custo representam 13,3% dos custos totais.

Vale lembrar que o sistema de saúde australiano tem grandes semelhanças com o brasileiro, que garante acesso universal aos serviços e a adesão ao seguro de saúde privado é voluntária. O governo da Austrália possui uma série de políticas que subsidiam os seguros de saúde e encorajam a adesão. Além disso, as seguradoras de saúde privadas podem oferecer serviços de controle de gerenciamento de doenças crônicas e outros serviços ambulatoriais com o objetivo de reduzir as internações e seus custos associados.

Confira o Boletim Científico na íntegra.

Fonte: IESS

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