Riscos do autodiagnóstico via internet

Riscos do autodiagnóstico via internet

Ainda esta semana falamos sobre o uso da tecnologia em prol da medicina diagnóstica com o caso da China, em que a clínica Ping An Good Doctor realiza diagnósticos em até 1 minuto sem a presença de um único funcionário, apenas contando com inteligência artificial e a consulta a um banco de dados com mais de 2 mil doenças comuns.

No entanto, os excessos na confiança e substituição da tecnologia pelos métodos tradicionais também pode trazer malefícios para o paciente e o setor. Pesquisa inédita divulgada esta semana em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que 26% dos brasileiros recorrem primeiro para pesquisas no Google ao se depara com um problema de saúde.

O dado é de um estudo da própria plataforma sobre como os brasileiros pesquisam e consomem conteúdo de saúde no site de buscas e no YouTube, pertencente ao mesmo grupo. O Brasil foi o País em que as buscas referentes à saúde mais cresceram no mundo no último ano. Pesquisas sobre esse tema cresceram 17,3%, enquanto as de cuidados com cabelos aumentaram 3% e as de maquiagem caíram 4%.

“Na falta de acesso ao sistema de saúde, o brasileiro recorre muito à internet para tentar solucionar seus problemas. A internet acaba sendo um dos únicos recursos para as classes C, D e E”, disse Fabiana Kawahara, gerente de Insights e Analytics do Google Brasil para a reportagem do jornal. Vale lembrar que enquanto a saúde suplementar abrange cerca de 25% dos brasileiros, aproximadamente 79% contam com acesso à internet.

O hábito, no entanto, traz riscos à saúde. Claro que o empoderamento do paciente é benéfico, mas há grande quantidade de informação incorreta ou exagerada circulando na rede. Isso faz com que mais brasileiros adotem práticas ou tratamentos sem evidência científica. Outro problema alertado pela reportagem é o aparecimento dos chamados cibercondríacos, aqueles que ficam angustiados com a ideia de terem uma grave doença por conta dos conteúdos lidos online.

Confira a reportagem na íntegra e lembre-se: apenas o profissional de saúde está apto para fornecer diagnósticos precisos.

Fonte: IESS

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