No mundo corporativo o sucesso depende basicamente das pessoas e facilmente chegamos a uma certeza, o serviço que prestamos aos clientes ou é bom ou é mau ou ‘mais ou menos’. Todos estes resultados resultam diretamente da performance das equipes que trabalham os clientes e das suas lideranças. E são estes resultados que ajudam a construir a reputação e a carteira de clientes das nossas empresas.

Não podemos avançar sem deixar a aversão aos serviços que prestamos com um resultado ‘mais ou menos’. Este resultado é perigosíssimo. Muito mais perigoso do que o mau resultado que, apesar de ser muito desagradável, nos exige pensamento crítico e nos pede mudança. Apesar da péssima sensação que nos transmitem, os maus resultados servem-nos para melhorar, corrigir situações e para aprender. E, se quisermos, aprendemos sempre muito com as más experiências.

O mesmo já não acontece com o resultado ‘mais ou menos’. Este não nos traz nada de bom a não ser a fuga de um cliente a curto ou médio prazo, não nos dando, sequer, a oportunidade de parar, pensar e remediar a situação. Até porque, na maior parte das vezes, o cliente apenas contesta os resultados ‘mais ou menos’ na altura em que nos fecha a porta na cara. E imagino que, até esse momento, alguma paciência ele deve ter tido.

E é na base deste tipo de resultado que encontramos, invariavelmente, uma equipe descontente ou mal paga ou mal orientada ou a viver e conviver num mau ambiente de trabalho. No fundo, por detrás de um resultado ‘mais ou menos’ estará, muito provavelmente e na maioria dos casos, uma equipe infeliz. Uma equipe infeliz, como sabemos, não brilha e sem brilho não há grande potencial de sucesso.

Os líderes de empresas não podem dar-se ao luxo de não criar o contexto ideal para que as suas equipes brilhem. Independentemente do seu estilo de liderança, os recursos humanos são uma peça chave e têm de ser valorizados.

As crises financeiras não podem, nem devem ser desculpa para a desvalorização das pessoas até porque a motivação e a realização nem sempre encontram a sua causa na remuneração. E são esses momentos de maior dificuldade que nos devem obrigar a puxar pela imaginação e por algumas competências às vezes esquecidas.

Há que não esquecer a consciência social, a capacidade de sentir as emoções dos outros, de compreender a sua perspectiva e de mostrar interesse nas suas preocupações. E as competências sociais que lhes permitem assumir o controle e, em simultâneo, inspirar, ouvir, elogiar, passar mensagens claras, implementar novas ideias, responsabilizar, estabelecer padrões de alto desempenho e promover a cooperação entre os colaboradores.

Por outro lado, nos momentos de ótimos resultados, há que partilhar os sucessos que não são só nossos. Há que reconhecer as competências dos outros e celebrar os sucessos conjuntamente. Há que premiá-las. Caso contrário, ou ficarão desmotivados ou partirão para outros caminhos.

Ninguém é insubstituível, é verdade, mas a aposta e o investimento no talento incluem processos de formação e horas despendidas que são perdidas com a saída de um colaborador. Acresce que a saída de um colaborador acaba sempre por abalar o equilíbrio funcional e emocional da empresa. Acresce que a nova geração não oferece, nem de perto nem de longe, o nível de ‘lealdade’ às entidades empregadoras que ofereciam as gerações anteriores.

Pelo que, se quisermos talentos, teremos de os segurar. E os clientes agradecem. Pois, esqueçam… sem colaboradores felizes não existem clientes felizes e sem clientes felizes não existem empresas felizes.

“Não existe caminho para a Felicidade. A Felicidade é o caminho”
Gandhi

Fonte: RhPortal

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