A adoção de soluções à distância voltadas para o ensino nos últimos meses não tem precedentes. No curto prazo, educadores se viram obrigados a aprender, de uma hora para a outra, recursos que as escolas on-line já utilizavam há muito tempo. Agora, instituições tradicionais de ensino estão percebendo que o aprendizado remoto não só é possível quanto pode ser eficiente, ainda que haja, para a maioria delas, um grande caminho pela frente. As Edtechs, empresas que já unem educação e tecnologia, e que já vinham oferecendo novas formas de abordagem do ensino e se utilizavam de tecnologia na aprendizagem, nesses tempos de isolamento social forçado aumentaram ainda mais sua vantagem em relação às escolas tradicionais.

Com o segmento on-line ainda compreendendo uma pequena fração do mercado global de ensino superior de US $ 2,2 trilhões – menos de 2%, segundo a empresa de inteligência de mercado HolonIQ -, o mercado está propenso a maiores mudanças. O apetite dos alunos por ofertas on-line provavelmente aumentará por causa da pandemia. Para Romário Davel, da consultoria Atmã, a “Educação digital já estava em pauta há muito tempo. É a modalidade que mais cresce. Entre 2014 e 2018, teve um incremento de 53%, enquanto a modalidade presencial encolheu 1% no mesmo período.”, os dados são do último Censo de Educação Superior do INEP.

A Geekie, uma das principais empresas do país quando se trata de aliar tecnologia e inovação à educação, registrou um crescimento significativo nos últimos meses. Com o Geekie One – produto voltado a escolas particulares – a empresa passou a auxiliar as escolas parceiras e novos clientes a levar a rotina de sala de aula para a casa de seus estudantes. “Esse apoio é muito crítico para as escolas nesse momento de ensino remoto como resposta à necessidade de distanciamento social. A empresa, que antes atendida a 20 mil alunos, ultrapassou os 60 mil; de 115 escolas para mais de 250 estabelecimentos de ensino. “, conta Claudio Sassaki, cofundador da Geekie e mestre em Educação pela Universidade de Stanford. E a expectativa é que esse crescimento se reverta em crescimento de negócios para o próximo ano.

Os dados do Descomplica, a primeira EdTech a ingressar no mercado de ensino superior no Brasil, confirmam o otimismo para o setor. “O mercado de ensino superior à distância tem aumentado nos últimos anos. Hoje, em torno de 30% dos alunos buscam cursos EAD e estimamos que este número seja de 50% já em 2022. É o momento certo para novas ofertas e possibilidades, como a do Descomplica, que entra com uma proposta diferente do que existe.”, diz Daniel Pedrino, Presidente da Faculdade Descomplica. Entre as novidades, uma parceria com a plataforma de educação da Exame, a Exame Academy, cujo conteúdo faz parte de alguns dos programas de MBAs oferecidos da instituição, e que são certificados pelo MEC. “Estamos lançando a parceria com a Exame Academy em uma nova vertical de cursos alinhados com o mais moderno conteúdo de negócios e finanças. Com a experiência de professores ligados diretamente ao mercado de trabalho somada a metodologia Descomplica, criamos cursos de pós-graduação únicos para o mercado brasileiro”, afirma Pedrino.

Para o head da Exame Academy, André Portilho, a área da educação vai precisar, cada vez mais, prestar mais atenção a um dos conceitos chave da inovação: “colocar o cliente no centro”. “Educar para o futuro não é só dominar programas como Zoom, Google Meet. Isso se aprende, e rápido. A pandemia mostrou isso. Educação digital é mais do que a tecnologia. É unir a comodidade do aluno à qualidade e a relevância do material oferecido.”, conclui. A proposta da Exame Academy é levar até o público o melhor conteúdo para seu desenvolvimento pessoal e profissional. No momento, a plataforma de educação da EXAME oferece cursos voltados para educação financeira, inovação e programação, mas, segundo Portilho, muito mais vem por aí.

Fonte: exame.com

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